Você passa tempo de qualidade com os líderes de pequenos grupos da sua igreja? Ou o relacionamento de vocês é apenas gerencial?

É certo que, assim como qualquer outro trabalho, o pastorado requer tempo. Primeiramente o pastor é alguém que possui família, administra a igreja, precisa ter tempo de lazer, precisa atender os membros da igreja, prepara o sermão toda semana, etc. A vida de um pastor é corrida, isso não dá para negar.

Assim, é natural que se busque otimizar o tempo de atendimento para quem mais precisa, para aquelas situações mais emergenciais e para os novos na fé. Corre-se o risco de achar que os líderes de pequenos grupos já são tão maduros que não precisam de acompanhamento. E esse é o maior erro que se pode cometer.

Não existe uma forma de avaliar quem realmente deve ser prioridade num atendimento. Se você pensa possuir um espaço vago na agenda e dá preferência para atender o líder de pequeno grupo, sem considerar outras pessoas, você está errado. Mas também, outro erro é achar que o líder não precisa de um acompanhamento. E esse é o ponto que quero tratar aqui.

Como qualquer cristão, o líder de pequeno grupo passa por diversos problemas; seja nas áreas espiritual, pessoal, profissional ou financeiro. Não importa, os problemas são realidade na vida de todos.

Não há motivo algum para pensar que eles não precisam do seu tempo porque são maduros o suficiente. E aqui, trata-se de encontros entre pastores e ovelhas, com discipulado e conversa sobre a vida pessoal e espiritual. Não estamos tratando dos problemas que o líder está enfrentando no pequeno grupo.

Antes de ser líder, todos somos ovelhas. E ovelhas precisam de cuidados, precisam ser guiadas para não errar o caminho, precisam ouvir qual direção seguir e por onde andar para que não sejam devoradas. E isso só acontecerá quando você, pastor, tiver tempo de ouvi-la e entender o que a ovelha está passando.

O pastor não precisa ser um psicólogo de todos, mas ele deve, na medida do possível, ter tempo para cuidar de cada líder em específico.

E aqui cada pastor se depara com uma situação, independente do tamanho da igreja: não existe como eliminar da agenda as rotinas administrativas, o tempo em família, e o tempo dedicado a preparação do sermão.

Porém, existem meios de se prezar pelo acompanhamento dos líderes e de dedicar tempo ao cuidado da vida dessas pessoas. Um exemplo de como isso pode acontecer é deixar separado em sua agenda um dia que você reservará para atender pessoas, em especial líderes de pequenos grupos (isso não quer dizer que você só atenderá líderes).

Por isso, separe na sua agenda um espaço de tempo para se reunir com os líderes de pequenos grupos, cuidar da vida de cada um e discipulá-los. E não marque nada neste tempo separado para eles.

Todos sabemos o quão difícil é manter uma agenda fielmente, mas é possível atender a todos, ter tempo para rotinas administrativas, e cuidar dos líderes. Lembre-se: o chamado pastoral é para pastorear, e não para administrar.

É claro que hoje em dia, não há como não realizar funções administrativas, gerenciais, etc. Porém o seu foco deve ser o pastoreio e a pregação das escrituras.

Muitas consequências podem vir do fato de o pastor não ter tempo para cuidar de um líder. Entre elas:

  • falta de referencial;
  • falta de cuidado;
  • falta de se sentir amado;
  • falta de relacionamento com alguém mais maduro na fé;
  • falta de motivação para trabalhar no Reino; e
  • etc.

Todas essas consequências refletirão na motivação do líder enquanto obreiro do Reino de Deus.

Não há como eliminar da agenda as rotinas administrativas, o tempo em família, e o tempo dedicado a preparação do sermão. Mas existem meios de se prezar pelo acompanhamento dos líderes, e de dedicar tempo ao cuidado da vida dessas pessoas, conforme visto acima.

Assim, se você quer injetar ânimo e motivação nos seus líderes, tenha tempo para eles. Tenha tempo para se relacionar com eles e para conviver com eles. Incentive-os e demonstre que você está cuidando deles e que se importa com cada um.


Posts Relacionados