Tudo sobre os Pequenos Grupos

Pequenos Grupos

Os Pequenos Grupos são uma estratégia de relacionamento e crescimento para todos que fazem parte de uma igreja, e também de demonstração de amor e cuidado para os que ainda não conhecem a Cristo.

O que são Pequenos Grupos

O que são os pequenos grupos

Pequenos grupos são grupos, normalmente, de 4 a 10 pessoas que se reúnem periodicamente, num lugar, dia e horário pré-estabelecidos, para celebrar a Cristo, compartilhar a palavra dele e buscar formas de colocá-la em prática no dia-a-dia.

Esses grupos possuem 4 características básicas que o distingue dos demais grupos. E para que os grupos sejam saudáveis, elas devem ser observadas e conhecidas por todos, sejam eles líderes, frequentadores e até mesmo pelos membros da igreja que ainda não fazem parte dos pequenos grupos.

A primeira característica é a pessoalidade. Em um pequeno grupo todas as pessoas têm a oportunidade de se conhecer e aprofundar relacionamentos de amizade e respeito. As pessoas encontram um ambiente seguro sabendo que serão apoiadas e exortadas quando necessário.

Essa característica que também podemos chamar de proximidade permite que as pessoas que visitam um grupo, sejam recebidas de uma maneira amigável. Ela permite que os relacionamentos fraternais ganhem espaço, possibilitando a união dos membros da igreja.

Além disso o pequeno grupo vai além da reunião, vai no contato que temos com as pessoas em outros dias da semana, seja tomar um café, fazer uma visita, uma ligação, estar presente em um momento de dificuldade ou de comemoração.

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A segunda característica dos pequenos grupos é a regularidade. Os pequenos grupos não podem se reunir apenas quando sobra tempo na agenda de todos ou quando todos estão com o desejo de fazer alguma coisa diferente. Eles precisam manter uma constância e ordem para que se desenvolvam da melhor maneira possível.

Por este motivo, as reuniões devem acontecer semanalmente, no mesmo local, com um horário de início e término bem definidos. Embora eventualmente surjam eventos ou reuniões que serão em dias diferentes, isso deve ser tratado como uma exceção. Essa regularidade auxilia na comunicação do grupo. Pois se não fosse dessa forma o líder teria que sempre avisar a todos onde a reunião seria naquela semana e muitas pessoas poderiam se perder com essas mudanças.

A terceira característica que define e diferencia os pequenos grupos é a participação. Um pequeno grupo possibilita que todas as pessoas participem de algum modo, seja compartilhando suas necessidades ou auxiliando os demais.

O grupo é e precisa ser um lugar onde as pessoas não se sentem julgadas, pelo contrário se sintam seguras para compartilhar ideias, experiências, pensamentos e pontos de vistas. Algumas delas precisarão ser exortadas, mas isso deve ser feito de maneira cordial e respeitosa.

A participação não é apenas na reunião, devemos participar da vida uns dos outros. Demonstrar amor e cuidado, e desenvolver relacionamentos verdadeiros, baseados na sinceridade e no amor de Cristo por nós.

Os pequenos grupos são parte da igreja e todos podem participar de alguma forma no grupo “a fim de ajudarmos todos a terem mais amor e a fazerem o bem.” Hebreus 10:24b

E a última característica deles é a informalidade, ela permite que todas as pessoas sintam-se tranquilas e abertas a aprender. Uma forma de colocar isso em prática, utilizada pela maioria das igrejas em pequenos grupos, é formar um círculo para fazer a reunião.

Pois no círculo todos conseguem se ver, todos podem falar e todos podem acompanhar o que está sendo dito. Além de demonstrar que ninguém ali é superior a ninguém. É um ambiente colaborativo onde todos buscam juntos o desenvolvimento na vida cristã.

Esses pontos são os que diferenciam os pequenos grupos, dos demais grupos da igreja. No entanto, acreditamos que muitos outros assuntos envolvem uma definição clara dos grupos, por isso buscamos separar em diversos tópicos, que juntos formam a visão completa do que são os pequenos grupos e como eles de fato funcionam.

Para que servem os pequenos grupos

Para que servem os pequenos grupos

Os pequenos grupos tem 5 objetivos básicos e comuns a todos eles. Consideramos que esses objetivos são:

  • Consolidação;
  • Comunhão;
  • Edificação;
  • Evangelismo e
  • Serviço.

A consolidação dos frequentadores é realizada através dos pequenos grupos devido ao aumento do relacionamento entre os membros da igreja e os visitantes. E através desses vínculos, as pessoas se tornarão mais frequentes e participativas na igreja, caminhando no processo de tornarem-se membros, assumindo um compromisso com a missão de Deus para suas vidas.

A comunhão é exercida no pequeno grupo em todos os aspectos, do ínicio ao fim de uma reunião e também no decorrer da semana. É através do grupo que os membros conseguirão sentir-se mais próximos uns dos outros, e também da igreja. É onde poderão de fato compartilhar seu dia-a-dia, seus testemunhos e assim edificarem-se mutuamente.

A edificação ocorre através do crescimento no conhecimento das escrituras, na comunhão com Deus e na oração uns pelos outros. Esses momentos fazem parte da reunião do pequeno grupo permitindo que os cristãos amadureçam e se aproximem de Deus. Mas também faz parte do papel do líder influenciar os participantes a uma vida de oração e relacionamento com Deus.

O evangelismo ocorre ao receber visitantes não cristãos na reunião do grupo e ali eles serão apresentados a Palavra de Deus e poderão conhecer a Jesus. Por muitos não cristãos se sentirem mais à vontade em ir na casa de um amigo do que na igreja, o pequeno grupo torna-se uma grande estratégia de evangelismo. E quando o visitante se torna um frequentador do grupo e cria relacionamentos mais sólidos com os outros integrantes, fica mais fácil dele passar a frequentar a igreja também.

E o último objetivo é o serviço, ele é exercido durante toda a vida de um pequeno grupo. Várias atividades são realizadas nas reuniões e para cada atividade é necessário ter pessoas que participem e até liderem algumas delas. Por isso, as pessoas passam a ter mais espaço para exercerem seus dons e se engajarem com o grupo. Sendo assim, o serviço é incentivado e motivado dentro dos pequenos grupos.

Quais são as Bases Bíblicas dos pequenos grupos

Quais são as Bases Bíblicas dos pequenos grupos

Como igreja, nós sabemos que para todas as situações da nossa vida encontramos na Bíblia uma direção, assim como escrito em Salmos capítulo 119, versículo 105:

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.“

Então entender a base bíblica dos pequenos grupos é essencial.

Já no antigo testamento, através da história de Moisés e Jetro relatada em Êxodo 18:1-27 podemos entender um dos motivos pelo qual os grupos devem ser pequenos e como eles auxiliam o pastor no cuidado mais eficiente das suas ovelhas.

“Jetro, sacerdote de Midiã e sogro de Moisés, soube de tudo o que Deus tinha feito por Moisés e pelo povo de Israel, como o Senhor havia tirado Israel do Egito.

Moisés tinha mandado Zípora, sua mulher, para a casa de seu sogro, Jetro, que a recebeu com os seus dois filhos. Um deles chamava-se Gérson, pois Moisés dissera: “Tornei-me imigrante em terra estrangeira”; e o outro chamava-se Eliézer, pois dissera: “O Deus de meu pai foi o meu ajudador; livrou-me da espada do faraó”.

Jetro, sogro de Moisés, veio com os filhos e a mulher de Moisés encontrá-lo no deserto, onde estava acampado, perto do monte de Deus.

E Jetro mandou dizer-lhe: “Eu, seu sogro Jetro, estou indo encontrá-lo, e comigo vão sua mulher e seus dois filhos”. Então Moisés saiu ao encontro do sogro, curvou-se e beijou-o; trocaram saudações e depois entraram na tenda.

Então Moisés contou ao sogro tudo quanto o Senhor tinha feito ao faraó e aos egípcios por amor a Israel e também todas as dificuldades que tinham enfrentado pelo caminho e como o Senhor os livrara.

Jetro alegrou-se ao ouvir todas as coisas boas que o Senhor tinha feito a Israel, libertando-o das mãos dos egípcios. Disse ele: “Bendito seja o Senhor que libertou vocês das mãos dos egípcios e do faraó; que livrou o povo das mãos dos egípcios! Agora sei que o Senhor é maior do que todos os outros deuses, pois ele os superou exatamente naquilo de que se vangloriavam”.

Então Jetro, sogro de Moisés, ofereceu um holocausto e sacrifícios a Deus, e Arão veio com todas as autoridades de Israel para comerem com o sogro de Moisés na presença de Deus.

No dia seguinte Moisés assentou-se para julgar as questões do povo, e este permaneceu em pé diante dele, desde a manhã até o cair da tarde.

Quando o seu sogro viu tudo o que ele estava fazendo pelo povo, disse: “Que é que você está fazendo? Por que só você se assenta para julgar, e todo este povo o espera em pé, desde a manhã até o cair da tarde?” Moisés lhe respondeu: “O povo me procura para que eu consulte a Deus.

Toda vez que alguém tem uma questão, esta me é trazida, e eu decido entre as partes, e ensino-lhes os decretos e leis de Deus”. Respondeu o sogro de Moisés: “O que você está fazendo não é bom. Você e o seu povo ficarão esgotados, pois essa tarefa é pesada demais. Você não pode executá-la sozinho.

Agora ouça o meu conselho. E que Deus esteja com você! Seja você o representante do povo diante de Deus e leve a Deus as suas questões.

Oriente-os quanto aos decretos e leis, mostrando-lhes como devem viver e o que devem fazer. Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez.

Eles estarão sempre à disposição do povo para julgar as questões. Trarão a você apenas as questões difíceis; as mais simples decidirão sozinhos. Isso tornará mais leve o seu fardo, porque eles o dividirão com você.

Se você assim fizer, e, se assim Deus ordenar, você será capaz de suportar as dificuldades, e todo este povo voltará para casa satisfeito”. Moisés aceitou o conselho do sogro e fez tudo como ele tinha sugerido.

Escolheu homens capazes de todo o Israel e colocou-os como líderes do povo: chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Estes ficaram como juízes permanentes do povo.

As questões difíceis levavam a Moisés; as mais simples, porém, eles mesmos resolviam. Então Moisés e seu sogro se despediram, e este voltou para a sua terra.”

Este capítulo da Bíblia relata que Deus usou Jetro, sogro de Moisés, para alertar seu genro para que ele não tivesse a responsabilidade de julgar as questões do povo sozinho, ou seja as distribuísse entre líderes do povo tornando seu fardo mais leve (v 21 e 22).

Jetro revelou algo muito importante: era possível que Moisés cuidasse de todo o povo sem ficar tão desgastado. Além disso descreveu como deveriam ser os líderes que deveriam auxiliar Moisés: homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto (v 21). Quantas lições de liderança e organização podemos aprender através dessa história!

Também entendemos que quando uma pessoa ou um pequeno número de pessoas tenta ajudar muitas de uma vez, duas coisas podem acontecer: ou eles podem ficar muito cansados, ou até mesmo não conseguirão atingir o objetivo.

Escutar e seguir esse conselho transformou o ministério de Moisés, ele podia dedicar-se em ouvir e entender a vontade de Deus e repassar ao povo de forma muito mais organizada. Além disso, seus líderes resolviam as dificuldades e só traziam a ele as maiores (v 22).

No novo testamento também encontramos algumas referências às reuniões que aconteciam nas casas, e é dessa forma que podemos definir os pequenos grupos da forma que empregamos atualmente.

Em Atos capítulo 5, versículo 42 relata “Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.”

Também no livro de Atos capítulo 2, versículo 46 diz: “Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo”

Seguindo o livro de Atos capítulo 12, versículo 12 “Percebendo isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muita gente se havia reunido e estava orando.”

Esses versículos claramente relatam encontros que aconteciam nos lares. E se as pessoas se reuniam em casas, podemos entender que não caberiam muitas pessoas nas reuniões, afinal é bem difícil caber multidões em uma casa.

Ainda analisando esses versículos encontramos diversas ações que as pessoas tinham ao se reunir nos lares, algumas delas são: ensinar, partilhar o pão, louvar a Deus e orar. É nestes e em outros relatos que podemos fundamentar a existência dos pequenos grupos.

A igreja de Atos 2 era capaz de vencer a perseguição, penetrar o mundo, preparar os santos, mudar a sociedade, adorar a Deus, edificar a si mesma e treinar líderes. E isso tudo só era possível com a presença de Cristo.

As casas foram um lugar muito marcante para Jesus e seus discípulos para o evangelismo, muitas pessoas que receberam eles em suas casas foram convertidas ao Evangelho. Jesus disse a Zaqueu: “Hoje, houve salvação nesta casa.” (Lucas 19.9)

Há também uma observação muito interessante em Atos 20:20: “Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa.”

As reuniões em pequenos grupos foram amplamente usadas pelos cristãos da época apostólica, e nós podemos ver isso nos seguintes textos do Novo Testamento:

“Saúdem também a igreja que se reúne na casa deles. Saúdem meu amado irmão Epêneto, que foi o primeiro convertido a Cristo na província da Ásia.” Romanos 16:5

“As igrejas da província da Ásia enviam-lhes saudações. Áquila e Priscila os saúdam afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se reúne na casa deles.” 1 Coríntios 16:19

“Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa.” Colossenses 4:15

“Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, a você, Filemom, nosso amado cooperador, à irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que se reúne com você em sua casa.” Filemom 1:1-2

Os fundamentos bíblicos mostram os grupos pequenos como uma estratégia de apoio, cuidado, comunhão, oração, ensino e também evangelismo. Eles não vem para acabar com a celebração principal das igrejas, mas sim para acrescentar.

Ao reconhecer a Jesus como Salvador as pessoas precisam de relacionamentos significativos dentro da igreja.

O ciclo de vida de um pequeno grupo

O ciclo de vida de um pequeno grupoOs pequenos grupos possuem o que chamamos ciclo de vida.

A partir do momento em que um pequeno grupo é formado, ele passa por um ciclo de vida que dividimos em quatro fases.

Nascimento

Um pequeno grupo pode nascer de duas formas simples: a partir do momento em que um cristão resolve abrir a sua casa para realizar as reuniões convidando familiares, amigos e vizinhos ou a partir da multiplicação de um pequeno grupo já existente.

Mas o nascimento de um pequeno grupo sempre se dá a partir do momento em que um cristão se dispõe a liderar um pequeno grupo. O foco dessa fase deve ser trazer pessoas cristãs e não cristãs ao grupo e estabelecer um relacionamento com elas.

Quando um líder decide começar um pequeno grupo o primeiro desafio é encontrar um local para realizar as reuniões do pequeno grupo. O líder pode ser também o anfitrião do seu próprio pequeno grupo recebendo a todos na sua casa, mas quando isso não é possível ele precisa buscar outras soluções.

O ideal é que o líder converse com seu pastor e solicite a ajuda dele para indicar algum membro da igreja que possa ser o anfitrião deste grupo. Após encontrar o local o líder precisa definir o dia e horário das reuniões e depois disso já poderá começar a convidar pessoas para frequentarem o pequeno grupo.

Normalmente um grupo começa com o líder e mais três pessoas participando. E uma dificuldade comum é trazer pessoas, então a oração deve ser o começo de tudo. Devemos orar pedindo a Deus que traga mais visitantes, que mostre quem está ao nosso redor e precisa ser convidado para esses encontros. Nesta fase é importante estar atentos a todas as pessoas que ainda não participam, deve-se vê-las como oportunidades!

Às vezes não convidamos alguém por achar que a pessoa não vai na reunião, ou até mesmo não vai gostar. Mas não deixe esses pensamentos serem desculpas e empecilhos, se você quer alcançar pessoas, então convide todos.

Algumas estratégias são valiosas nesse momento, por isso algumas dicas são:

  • Elaborar um cartão de visita com os dados do pequeno grupo e o contato do líder para entregar para as pessoas que convidar.
  • Elaborar algum evento onde vocês possam convidar pessoas não cristãs para participar.
    No evento faça o convite para que as pessoas visitem o pequeno grupo e tenha a certeza de que estando debaixo da vontade de Deus as pessoas virão até o pequeno grupo. Não desanime.

Outro grande desafio dessa fase é que talvez o líder tenha que estar à frente do grupo sozinho. Quando não se tem líderes auxiliares para dividir as atividades e responsabilidades, o líder deve trabalhar um pouco mais.

Então se você está começando um pequeno grupo ou acompanhando alguém neste momento, esforce-se e o ajude-o a fazer tudo com muito amor. Organize o louvor, o lanche, a dinâmica e a palavra, sempre buscando fazer o melhor. E conforme os participantes forem se comprometendo com o grupo você pode começar a distribuir algumas funções no grupo.

O líder também pode pedir ajuda dos participantes do grupo e delegar funções, explicando que o pequeno grupo não é apenas do líder, mas sim de todos do grupo. E por isso é importante que contribuam para que as etapas da reunião sejam feitas com excelência.

É bem provável que você já tenha ouvido expressões como “ninguém nasce sabendo”. E em relação a liderança e compartilhar a palavra de Deus é a mesma coisa, ninguém nasce pronto para liderar, é preciso aprender.

Então aqui vai uma dica para quem está começando:

Não fique triste se você não se acha capaz de compartilhar a palavra no seu pequeno grupo, e não desista da liderança por isso. Através da experiência, que vem com o tempo e esforço, você vai melhorar. Dessa forma conseguirá administrar sua reunião de uma forma bem melhor do que no início do pequeno grupo.

Estude a mensagem que você for levar com antecedência. Medite na palavra de Deus e permita que o Espírito Santo fale com você e através de você. Faça perguntas que levem a reflexão e participação dos integrantes do seu pequeno grupo. Organize as atividades com amor e entregue ao Senhor, persista! E confie que Deus está contigo.

Crescimento

A segunda fase da vida do pequeno grupo é o crescimento, ela envolve tanto o crescimento do número de frequentadores quanto o crescimento espiritual dos mesmos. O foco deve ser acompanhar cada frequentador do grupo ensinando sobre as escrituras, e principalmente aos novos na fé é essencial dedicar-se ao discipulado. Isso contribuirá para o fortalecimento do grupo e para que todos mantenham o foco em Jesus.

O acompanhamento e o discipulado devem ser contínuos durante todos os ciclos do pequeno grupo. Mas neste momento o grupo já aprofundou alguns relacionamentos e a principal tarefa é desenvolver intimidade entre os membros.

O nível de intimidade aumenta a partir do momento em que os relacionamentos estão estabelecidos, e as pessoas sentem segurança para compartilhar com as outras os desafios que tem enfrentado.

Com oração e tempo de qualidade, o grupo passará a se aproximar. As pessoas vão começar a compartilhar alguns pontos de sua vida, e assim irão construindo amizades que as ajudarão a enfrentar a vida e os desafios.

Esta fase quando os membros estão amadurecendo em seu caminhar com Cristo e o seu relacionamento uns com os outros. Ainda, é a fase onde alguns que eram visitantes já estão se consolidando no pequeno grupo e se tornam figurinhas carimbadas nas reuniões.

Deve-se iniciar o processo de formar novos líderes e incentivar que os membros confiem mais em Deus e vivam sua verdade também fora do pequeno grupo. As pessoas do grupo precisam de responsabilidades e encorajamento.

Maturidade

Este é o momento em que o pequeno grupo já possui um bom número de participantes que são frequentes e estão firmes na fé. Neste momento, o líder já deve estar terminando o treinamento dos líderes auxiliares e preparando aquele que será o futuro líder de pequeno grupo após a multiplicação. Portanto o grupo começa a se preparar para a multiplicação.

O Grupo já está em uma etapa de concretização de seus objetivos, os membros já conseguiram trazer novas pessoas e o número tem aumentado. Um plano de multiplicação deve estar presente, ou então o grupo vai estagnar e se tornar um fardo.

As pessoas podem começar a sentir o medo da mudança, o que é natural, e por isso o planejamento é essencial. Por isso o líder deve conversar sobre a próxima etapa do grupo.

Multiplicação

A multiplicação é a quarta etapa no ciclo de vida do pequeno grupo. Ao contrário do que muitos acreditam, ela não é um objetivo do grupo, e sim uma consequência de um grupo saudável.

Esse momento é muito importante para o grupo pois a partir dele novos grupos serão formados. É necessário tomar alguns cuidados ao preparar a multiplicação.

A multiplicação precisa ser uma realidade, ela é uma consequência da saúde do grupo. Nós acreditamos que antes de multiplicar um grupo, o líder deve responder ao menos 6 perguntas básicas, que são:

Essa é uma pergunta importante. Se o grupo iniciou com as reuniões a pouco tempo, pouco importa a quantidade de frequentadores que ele tem.

É necessário que esse grupo viva as fases do seu ciclo de vida.

Se o grupo já existe há muito tempo, ainda assim é necessário verificar outros fatores antes de multiplicá-lo.

É muito importante que os grupos estejam maduros para a multiplicação.

Antes de multiplicar é necessário que o grupo esteja cumprindo seus objetivos.

Um dos objetivos do pequeno grupo é a comunhão. E podemos verificar através de relacionamentos sólidos.

Verifique se os frequentadores do grupo conseguiram aprofundar os seus relacionamentos pessoais.

Caso não tenha acontecido, é necessário investir em comunhão antes de multiplicar.

Faça essa análise com os 5 objetivos, como um diagnóstico do grupo mesmo.

O líder precisa estar atento ao número de visitantes.

Um grupo sem visitantes fica estagnado, não cresce.

Para uma multiplicação saudável é indispensável que as reuniões grupo tenham frequentemente novos visitantes.

Isso anima as pessoas que fazem parte do grupo. E é um sinal de que esse grupo tem um crescimento saudável.

Esteja atento também se os visitantes tem sido bem recebidos a ponto de se tornarem frequentadores.

Se isso for uma realidade é um excelente indicador para a multiplicação.

Ter um líder para o novo grupo é indispensável! Então logo que o grupo começa é importante que o líder esteja atento a quem poderá ser um novo líder.

Já nas primeiras reuniões comece o treinamento com essa pessoa.

Seja o treinamento prático no grupo, ou enviando ele para o treinamento teórico que a igreja oferece.

Não há como multiplicar o grupo sem um novo líder.

Observar o número de frequentadores assíduos é importante.

Embora não deva ser o fator mais relevante na hora da multiplicação.

O ideal é que o grupo tenha vivido o ciclo de vida completo.

Mas o líder deve levar em consideração o número de frequentadores sempre observando os outros fatores.

A observação precisa ir além da quantidade de participantes. É necessário conhecer e entender o nível de comprometimento desses frequentadores com o grupo.

Busque notar se os frequentadores mantém uma postura de entusiasmo com as reuniões. Se estão sempre participando e se dispondo a ajudar, por exemplo.

Esteja atento a rotatividade deles, verifique se a maioria dos frequentadores estão presentes em todas as reuniões.

Esse é um bom indicador de que eles estão comprometidos com o grupo.

Analisando todas essas questões e confirmando que chegou a hora de multiplicar, organize um evento e comemorem o nascimento de um novo grupo.

Preparamos um material para organizar essa fase tão importante no ciclo de vida do pequeno grupo: [Checklist] Multiplicação do Pequeno Grupo.

Essas são as 4 fases do ciclo de vida de um pequeno grupo, acreditamos que o tempo médio de cada fase deverá ser de 3 meses totalizando 12 meses o ciclo total.

Porém, isso pode variar dependendo da situação do pequeno grupo, local em que está inserido e comprometimento dos frequentadores em dar continuidade nesse trabalho convidando mais pessoas para o grupo.

Há casos em que um pequeno grupo não consegue completar esse ciclo nesse tempo de 12 meses, e tudo bem!

Nós acreditamos que há um tempo preparado para todas as coisas. Contudo, não permita que uma fase se estenda por muito tempo, pois isso pode desanimar o grupo e deixá-lo estagnado.

O que definitivamente não são os pequenos grupos

O que definitivamente não são os pequenos gruposHá muitos modelos de grupos pequenos, por isso é importante entender o que não consideramos que seja um pequeno grupo. Acreditamos que esses conceitos te ajudarão a entender definitivamente o que eles são. Pois você terá embasamento para isso.

Primeiro: pequenos grupos não são grupos de oração.

Algumas pessoas caem no erro de acreditar que pequenos grupos são reuniões onde as pessoas se encontram apenas para orar, o que não é verdadeiro. Por mais que exista numa reunião do grupo um momento dedicado à oração, ela não pode se resumir a apenas isso.

O líder do pequeno grupo deve sempre incentivar os frequentadores a terem uma vida de oração contínua e a intercederem uns pelos outros do grupo. Mas a oração não deve ser o foco das reuniões como sendo a principal atividade. É uma atividade que complementa a reunião e ocorre em momentos específicos.

Segundo: pequenos grupos não são grupos de estudo bíblico.

Os grupos de estudo bíblico possuem o foco para o aprendizado mais detalhado da palavra de Deus durante toda a reunião, enquanto o pequeno grupo desenvolve também o estudo da palavra porém de forma mais prática ao contexto de vida dos participantes do grupo.

Ou seja, geralmente os grupos de estudo bíblico possuem apenas o objetivo de estudar a palavra, enquanto o pequeno grupo possui vários objetivos sendo que um deles é estudar a palavra.

É claro que podem surgir dúvidas em relação a mensagem compartilhada na reunião e o líder deve procurar respondê-las durante as reuniões.

Mas para aqueles que querem aprender sobre a Bíblia mais profundamente, tirar dúvidas sobre questões polêmicas ou discutir visões teológicas, é recomendado que procurem uma classe de escola bíblica da igreja.

O momento de palavra dentro do grupo tem dois objetivos principais:

  1. Edificação: Através da palavra o líder precisa instruir a todos, levando-os a entenderem formas de colocar a palavra e os ensinamentos de Deus em prática.
  2. Evangelismo: Através da mensagem o líder tem a oportunidade também de apresentar o evangelho de forma simples e prática aqueles que não conhecem, e a partir disso incentivar mudança de vida das pessoas.

Terceiro: pequenos grupos não são grupos de amigos que se reúnem para confraternizar.

Com a convivência os líderes e frequentadores criam um relacionamento mais próximo e se tornam verdadeiramente irmãos em Cristo através dos pequenos grupos.

E isso é muito bom e faz parte de um dos objetivos do pequeno grupo, que é gerar comunhão.

Porém, o pequeno grupo não pode se acomodar. Podemos perceber se isso ocorre nos grupos através de algumas situações:

  • Quando não há mais visitantes;
  • Quando os visitantes não se sentem bem-vindos no grupo;
  • Quando o grupo permanece com os mesmos frequentadores por muito tempo;
  • Quando não há formação de novos líderes e nem se fala na multiplicação.

Esses fatores podem indicar que o grupo tenha se tornado apenas uma reunião de amigos. E esse não é objetivo do pequeno grupo.

Ele deve levar as pessoas a estarem mais próximas de Deus e alcançar aqueles que ainda não se entregaram para Jesus.

Por isso, o pastor deve conversar sempre com seus líderes e alertar para que eles mantenham o foco do pequeno grupo e não se acomodem.

Quarto: pequenos grupos não são grupos de cura interior.

Muitas pessoas chegam ao pequeno grupo machucadas pelas muitas aflições que passaram vivendo longe de Deus. Essas marcas são profundas e precisam de cuidados.

O papel do pequeno grupo é orar pela vida de cada frequentador que expor seus pedidos de oração.

Mas, esses problemas não devem ser tratados pelo líder nas reuniões.

Se um frequentador estiver precisando de ajuda e cuidados mais específicos, ele deve ser encaminhado para o pastor, marcando um horário de aconselhamento fora do período da reunião do pequeno grupo.

Muitas situações de dificuldade que as pessoas vivem, precisam de um cuidado maior do pastor.

E esse cuidado deve ser feito através do acompanhamento periódico entre o pastor e o frequentador do pequeno grupo.

Não é responsabilidade dos líderes do grupo lidar com situações extremas. Os líderes estão disponíveis para auxiliar o pastor a cuidar e acompanhar o povo que Deus colocou sob seu pastoreio.

Quinto: pequenos grupos não são ponto de pregação do líder.

O líder é responsável por transmitir as escrituras na reunião de forma simples e deve incentivar que os frequentadores participem respondendo a perguntas ou contando um testemunho relacionado a mensagem.

O líder não deve pregar como o pastor faz no culto, pois o principal objetivo deve ser a participação e cooperação de todos no compartilhar da palavra promovendo formas de se colocar em prática o que aprenderam.

Sexto: pequenos grupos não são uma reprodução do culto.

Muitas igrejas elaboram um roteiro para os pequenos grupos com base na pregação do pastor que foi ministrada no culto de domingo, e este é um modelo que nós sempre indicamos que o pastor faça.

Esse roteiro é um resumo do que foi pregado, com seus principais pontos. Mas o líder não deve apenas reproduzir o que foi pregado como se estivesse rodando uma gravação do culto ali na reunião, ele deve fazer perguntas aos participantes da reunião sobre o tema exposto fazendo com que os participantes reflitam sobre suas vidas e participem da reunião explicando o que entenderam da mensagem e citando situações que já viveram.

A mensagem deve ser adaptada para o contexto dos frequentadores daquele grupo.

O tema e pontos principais do roteiro será o mesmo para todos os grupos, mas o líder deve procurar dar exemplos e testemunhos que envolvam a realidade dos frequentadores do seu grupo, tornando a mensagem mais simples e prática.

Sétimo: pequenos grupos não são independentes da igreja.

Os pequenos grupos estão ligados à igreja pois:

  • dependem dela na participação nos cultos, retiros, vigílias, eventos;
  • precisam de uma liderança que os oriente e direcione;
  • devem procurar estar em comunhão com outros membros da igreja;
  • precisam estar debaixo de uma visão definida pela igreja.

É importante que os líderes dos pequenos grupos tenham um bom relacionamento com a igreja para que eles entendam a importância de estarem ligados a ela e incentivarem os frequentadores dos seus pequenos grupos a participarem das atividades da igreja também.

Que papéis são importantes dentro dos pequenos grupos

Que papéis são importantes dentro dos pequenos gruposComo está escrito em Romanos 12:4-5

“Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função, assim também nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e cada membro está ligado a todos os outros.”

E esse é um dos motivos pelos quais os pequenos grupos possuem um organograma. Cada pessoa que faz parte de um grupo, tem uma função nele.

Líder

O primeiro papel que surge com o início de um pequeno grupo é o do líder. O líder é o responsável pela organização geral do grupo.

Responsável por cuidar das pessoas que participam do grupo, investir tempo na vida delas,  entrando em contato durante a semana, conversando e orando junto com a pessoa gerando relacionamentos saudáveis que buscam a edificação mútua em Deus.

Ele deve saber o que tem acontecido na vida de cada um e incentivar que as outras pessoas do grupo façam o mesmo.

Com isso também é responsável por receber bem os visitantes, e valorizar a presença deles. Entrar em contato com eles durante a semana, dizer o quanto eles são importantes e mostrar-se disponível.

Também deve ir atrás dos faltantes, e incentivar que os frequentadores do grupo também entrem em contato com essa pessoa. Demonstrar cuidado e preocupação é papel do líder, e deve ser ensinado a todo o grupo, de forma natural.

Ele também é responsável por organizar a reunião semanal, preparar-se para conduzir a palavra, cuidar para seguir o roteiro fornecido pela igreja, zelar para que a visão da igreja sempre seja seguida.

Planejar o encontro com antecedência. Organizar encontros externos, com o fim de promover a comunhão do grupo.

O líder deve estabelecer alvos e cuidar para que o grupo permaneça sempre no foco, cumprindo os objetivos.

Planejar a multiplicação do pequeno grupo. Deve orar e colocar o grupo sob a direção de Deus.

Distribuir as responsabilidades, identificar e treinar novos líderes. Ele é quem deve responder pelo grupo diante da igreja e do seu pastor, estando submetido à liderança da sua igreja.

Não existe um grupo que viva sem liderança. Mas o líder não pode trabalhar sozinho.

A liderança de um pequeno grupo é parte muito importante dele, pois um grupo não pode existir sem um líder.

No entanto o papel do líder é totalmente voltado para quem faz parte do grupo. Ou seja, não tem como existir um líder de pequeno grupo sem um grupo.

Líderes auxiliares

Os líderes auxiliares, são líderes que estão em treinamento para assumir um pequeno grupo.

Para isso eles ajudam o líder em toda a organização do grupo como também a cuidar e acompanhar as  pessoas nas mais diversas formas. São pessoas cristãs, membros da igreja e de confiança do líder principal.

As reuniões são formadas por um conjunto de atividades como louvor, oração, dinâmica, integração, lanche, ensino da palavra, registro dos dados dos visitantes, avisos, entre outras.

Cada uma dessas atividades, com exceção do ensino da palavra, pode ser delegada a um líder auxiliar.

Em um grupo precisamos também do anfitrião. Ele é quem oferece a casa ou um espaço para que aconteça a reunião, ou seja, essa pessoa cuida do ambiente antes e depois da reunião.

É importante que esta pessoa seja hospitaleira, e esteja comprometida com a visão de pequenos grupos.

Anfitrião

O anfitrião é quem recebe um pequeno grupo em sua casa, ele possui responsabilidades muito importantes como:

  • manter o ambiente limpo e organizado;
  • ter um sanitário disponível e em boas condições para que os participantes possam utilizar;
  • ter responsabilidade com o horário de início da reunião para que não atrase e ter um horário definido para término com todos para que não se prolongue;
  • ele precisa ser hospitaleiro e manter um ambiente agradável; e
  • ele deve fazer parte de um pequeno grupo.

Também é importante que o anfitrião seja convertido e membro da mesma igreja do líder do pequeno grupo. O líder principal também pode ser o anfitrião realizando as reuniões em sua própria casa.

Frequentadores

Dentro do pequeno grupo temos também os frequentadores. São as pessoas que participam do pequeno grupo, pessoas que precisam ser cuidadas, observadas e também treinadas para cuidarem de outras pessoas.

Nós acreditamos que para que uma pessoa se torne um frequentador ela já tenha participado de pelo menos três reuniões do pequeno grupo.

O frequentador é aquele que vai contribuir nas reuniões participando da mensagem, auxiliando o líder nos projetos e eventos que o grupo realizar, irá levar visitantes para o grupo e poderá ser escolhido como líder auxiliar pelo líder principal.

Mas antes que ele assuma qualquer outro papel é indispensável que ele seja cuidado e acompanhado por um líder ou líder auxiliar.

Como já vimos acima, antes de se tornar um frequentador, primeiro ele será um visitante.

Visitantes

Eles são essenciais para que um pequeno grupo cresça, são pessoas que foram convidadas para participar da reunião, e vão seguir todo o caminho dentro de um grupo sendo cuidadas.

Visitante é aquele que vai na reunião do grupo uma, duas e até três vezes num determinado período de tempo. Ele pode ser um cristão ou não, pode ser membro da igreja ou não.

O mais importante em relação ao visitante é que ele deve se sentir acolhido e deve ser acompanhado pelo líder desde a sua primeira visita ao grupo.

Os visitantes são essenciais para que um pequeno grupo cresça. Mas, não foque em crescimento. Preste atenção primeiramente no cuidado, o crescimento é consequência.

Como funcionam as reuniões de pequenos grupos

Como funcionam as reuniões de pequenos grupos

Pequenos grupos são grupos de 4 a 10 pessoas que se reúnem periodicamente, num lugar, dia e horário pré-estabelecidos. Esses encontros chamamos de reuniões.

As reuniões do pequeno grupo não podem ser muito extensas, pois assim os participantes ficam cansados.

Mas também não podem ser muito curtas a ponto de não conseguir cumprir todas as etapas e consequentemente não cumprir os seus objetivos.

Nós recomendamos que o tempo da reunião seja de uma a duas horas.

As principais etapas dentro da reunião devem ser: oração, apresentação, quebra gelo, louvor,  palavra, avisos e lanche. Mas algumas outras etapas podem ser acrescentadas para que o grupo se adeque melhor a realidade de uma igreja.

Oração inicial

É o momento de mais uma vez colocar a reunião nas mãos de Deus e preparar o coração para adorá-lo e aprender seus ensinamentos, é fundamental que as reuniões iniciem com um momento de oração.

Este momento pode durar entre 5 a 10 minutos, sempre respeitando o foco das reuniões. A oração pode ser feita em duplas, ou com o grupo todo. O líder pode orar ou solicitar que alguém ore.

Apresentação

Este é o momento em que todos se apresentam e compartilham o que aconteceu no decorrer da semana, suas atividades, dificuldades e alegrias.

O ideal nesse momento de apresentação é seguir um roteiro simples. Cada um passa as seguintes informações sobre si: nome, idade, ocupação (faculdade/trabalho) e uma descrição rápida de como foi a semana.

É muito importante que esse momento aconteça em todas as reuniões, mesmo que todos os presentes já se conheçam.

Pois além da apresentação, todos têm a oportunidade de aprofundar seus relacionamentos, gerando mais comunhão. Porém, procure fazer de uma forma natural e não para seguir simplesmente um roteiro.

Podemos separar de 10 a 15 minutos para esta etapa, porém devemos lembrar que esse tempo varia muito de acordo com a quantidade de participantes da reunião, e o estágio de envolvimento deles.

Por exemplo, pessoas mais envolvidas com o grupo tendem a utilizar mais tempo para compartilhar suas vidas.

Certos cuidados precisam ser levados em consideração, por isso é normal ter dúvidas sobre como preparar-se para uma apresentação eficiente.

Neste momento você pode solicitar informações pessoais importantes, essa é uma ideia muito simples.

Basta solicitar que no início da reunião cada um se apresente dizendo informações básicas como:  nome, idade, profissão, o que estuda ou trabalha.

Essa apresentação deve se repetir em toda reunião. Dessa forma todos conseguem se conhecer de forma básica.

Não precisa ser uma apresentação decorada, mas faça algo de forma natural e que gere mais intimidade entre os participantes do grupo.

É importante que o líder tente memorizar rapidamente o nome dos visitantes, dessa forma eles se sentirão mais confortáveis e acolhidos por você e pelo grupo.

No tempo de apresentação você pode pedir que os participantes contem como foi a semana deles. Solicite que além das informações básicas cada um compartilhe como foi a semana.

Essa pergunta é excelente para começar e manter relacionamentos. E também identificar quem precisa de atenção ou cuidados.

Você pode pedir, por exemplo, para que cada um fale uma coisa boa que aconteceu na sua semana e uma coisa ruim.

Assim, as informações serão mais objetivas e você conhecerá um pouco mais da vida de cada um.

Através das respostas todas as pessoas conseguem acompanhar basicamente umas às outras. Além de demonstrarmos amor ao escutar o que tem acontecido com nossos irmãos.

Podemos ser muito edificados com o que Deus tem feito na vida deles.

Outra atividade simples para o momento de apresentações é fazer uma pergunta simples. Pode ser basicamente “Diga uma coisa que você gosta de fazer e uma coisa que não gosta.”

E você pode variar conforme a realidade do seu grupo. Pode ser comida, estilo de música, filme ou qualquer assunto que revele algo sobre a pessoa.

Dessa forma o grupo consegue  ir se conhecendo e criando afinidade. As pessoas terão assuntos em comum e se sentirão mais próximas umas das outras.

O momento de apresentação na reunião é a oportunidade perfeita para que as pessoas possam se conhecer. O grupo vai criando um relacionamento entre si e com o líder. O que fortalece o pequeno grupo.

Quebra gelo

Esse é outro momento importante do grupo, onde temos uma dinâmica para que todos participem.

A expressão quebra o gelo está relacionada com o artefato que os navegantes utilizavam na ponta dos navios para conseguir quebrar gigantes blocos de gelo.

No pequeno grupo usamos para quebrar momentos de silêncio e tensão. Ele faz com que pessoas encontrem um ambiente descontraído, informal e acolhedor.

Essa dinâmica é um momento muito bom pra introduzir o tema da reunião, ou apenas para quebrar o gelo.

Além disso é fundamental para promover o auto conhecimento do grupo. Ela faz com que os participantes se abram e cria uma atmosfera descontraída.

Esse momento na reunião é um dos mais descontraídos, e é extremamente importante.

A partir dele o visitante deixa a timidez por uns instantes e se diverte com o grupo. E os participantes frequentes começam a concentrar-se na reunião.

Muitos líderes não entendem o valor desse momento para o grupo. Não espere que o quebra gelo cause mudanças repentinas no seu grupo. Mas nunca deixe de lado esse momento.

O quebra-gelo é uma dinâmica que deve levar poucos minutos para ser realizada. Não obrigue ninguém a fazer algo que não queira e nem cause constrangimentos.

O quebra-gelo não é uma brincadeira. É uma atividade que ajuda as pessoas a tirar a atenção de si mesma, para sentir-se à vontade com os outros.

Além disso essas dinâmicas ajudam na melhoria significativa nos relacionamentos dentro do grupo.

Ajuda no desenvolvimento da comunicação, no conhecimento dos diversos perfis de pessoas que há no seu pequeno grupo.

Também ajuda no engajamento e motivação dos participantes. Ajudando o líder a aproximar as pessoas dos objetivos do pequeno grupo.

O entrosamento entre as pessoas ajuda cada um a entender sua importância e papel no grupo.

O ideal é que seja feito como um dos primeiros momentos da reunião do grupo. A dinâmica não deve ser muito longa.

Para esse momento separar de 5 a 15 minutos é suficiente. Assim você evita que as pessoas fiquem entretidas demais e percam o foco da reunião.

No quebra gelo não é necessário ter uma moral da história ou uma ligação com a mensagem. Embora isso ajude muito a introduzir o tema abordado.

Evite brincadeiras sem nexo para que as pessoas não coloquem em cheque a importância do quebra-gelo. E não acabem concluindo que é apenas um momento de bagunça no grupo.

Tome cuidado com dinâmicas que envolvem materiais pequenos caso seu grupo possua crianças durante as reuniões. Lembre-se de aplicar dinâmicas que envolvam a todos do pequeno grupo.

Buscando na internet você encontra diversos exemplos de dinâmicas que podem ser aplicadas. E nós costumamos compartilhar alguns, por isso escrevemos um e-book com 20 Dinâmicas para Pequenos Grupos. Você pode tirar algumas ideias dele!

Louvor

É o momento em que cada pessoa tem a oportunidade de individualmente entregar a adoração a Deus. Apesar de ser uma reunião em conjunto, este é um momento íntimo e individual.

Este é o reconhecimento da presença de Cristo na reunião. Ele mesmo disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” Mateus 18:20. Ao adorar a Deus, ele preenche o nosso coração com esperança e gratidão.

No pequeno grupo devemos tomar alguns cuidados. Como por exemplo o tempo de duração desse momento.

No pequeno grupo é bem menor do que num culto, geralmente de 10 a 15 minutos. Além disso os instrumentos e divisão de vozes também são mais limitados.

O louvor do pequeno grupo deve ter de 1 a 3 músicas. A seleção de músicas deve levar em consideração a idade dos participantes do seu pequeno grupo.

Os louvores podem ser músicas infantis ou hinos do cantor cristão, por exemplo.

É importante que as músicas sejam conhecidas e que façam parte do repertório da sua igreja. Dessa forma facilita a participação das pessoas neste momento.

O responsável também deve disponibilizar a letra das músicas para os participantes seja em papel ou de forma virtual. Este cuidado auxilia que até mesmo os visitantes tenham a oportunidade de participar.

Esteja atento também aos instrumentos necessários para cada louvor. Leve em consideração que a estrutura do pequeno grupo não permite uma banda.  Provavelmente apenas violão, teclado e instrumentos mais leves e suaves.

Por esse motivo é indispensável escolher músicas mais simples e fáceis. Além disso deve-ser testar o som ou a afinação dos instrumentos antes do início da reunião para evitar surpresas desagradáveis na hora.

E não devemos esquecer do ensaio. Dedique-se em oferecer o seu melhor a Deus.

A humildade deve ser uma característica de todos, mas principalmente de quem está à frente do louvor. A reunião do grupo não é lugar para realizar um show ou mostrar como ele é talentoso.

O foco da reunião é adorar somente a aquele que é o único digno de toda adoração, Jesus.

O líder deve cuidar para que esse momento não se torne um show de talentos.Mas sim uma das mais diversas formas de servir a Deus com nossos dons e talentos.

Exorte com amor aquele que estiver tirando o verdadeiro foco desse momento.

A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação. É importante que o líder responsável por esse momento tenha sensibilidade.

Também dependa do Espírito Santo de Deus, permitindo-se ser inspirado e guiado por ele.

Que ele tenha uma vida de compromisso com Deus. E seja submisso à liderança. Esforçando-se para seguir todos os princípios bíblicos e testemunhando uma nova vida em Jesus.

Como já comentamos esse momento pode ser dirigido pelo líder ou por um auxiliar.

No momento em que você colocar um líder para auxiliá-lo nessa área, ensine a ele a melhor forma de trabalhar e o direcione para ministrar o louvor de forma adequada à reunião.

Palavra

É o momento onde o pequeno grupo conversa a respeito da mensagem preparada para a reunião. Precisamos lembrar que o líder é um facilitador e não um professor ou pregador.

Na reunião o alvo são as verdades da Bíblia e a sua prática no dia a dia conforme a realidade de cada grupo.

O objetivo desse momento é levar os participantes a entrarem no texto bíblico, trazendo a realidade bíblica para a sua própria vida.

Enfoca a verdade de quem é Deus e de como ele se relaciona conosco.

Aqui nós estamos mais focados em dar vida ao cristianismo do que em provar um ponto, como nos estudos bíblicos em geral.

Esse momento é para enriquecimento e crescimento na graça e no conhecimento. Deve ser reservado um tempo de 30 a 40 min.

Para organizar de forma eficiente esse momento é importante atentar-se a alguns pontos e que o líder tenha algumas atitudes. Vamos entender um pouco mais sobre isso agora.

É importante que o líder tenha calma e procure sempre falar de forma clara. Faça perguntas para verificar se as pessoas estão acompanhando o desenvolvimento da mensagem.

Alguns exemplos de perguntas que podem ser feitas são:

  • Faz sentido o que estou falando?
  • Vocês entenderam o que quis dizer?
  • Vocês conseguem ver como podem colocar esses ensinamentos em prática ainda essa semana?
  • Vocês tem alguma situação que já viveram que seja parecida com a do texto que lemos e querem compartilhar?

E caso não tenham entendido ou estejam com dificuldades em ver que atitudes precisam ser mudadas o líder deve oferecer outro exemplo.

Explicando quantas vezes forem necessárias e usando diversas formas até que todos compreendam a mensagem. Apenas dessa forma eles conseguirão colocar em prática, e serão edificados.

É importante que o líder interaja com os participantes. Peça que eles leiam um versículo e procurando sempre motivá-los à participar.

A reunião será melhor sucedida se todos ajudarem. O líder deve incentivar que eles compartilhem momentos da vida deles em que aqueles ensinamentos foram aplicados e quais foram seus resultados.

O líder de pedir a orientação do Espírito Santo e estar sempre debaixo da vontade de Deus. Confiando no que ele pode fazer através de sua vida, mas nunca se esquecendo de fazer a sua parte. Deus capacita a quem escolhe.

Para um momento eficiente é indispensável que o líder conheça a realidade das pessoas que participam do grupo. Dessa forma conseguirá adaptar a mensagem ao contexto geral do grupo. O que facilitará a compreensão de todos.

Outra dica para esse momento é compartilhar histórias suas. Então se você tem um testemunho que diz respeito sobre a mensagem que deseja levar ao grupo não deixe de falá-lo.

Esse momento além de unir o líder ao grupo, incentiva que as pessoas compartilhem suas histórias.

Lembre-se que ninguém é perfeito, não tente ter todas as respostas. Caso você tenha alguma dúvida o ideal é não responder e sim dizer ao grupo que irá estudar mais.

Isso não é motivo para envergonhar-se, e sim para demonstrar mais uma vez que somos dependentes de Deus.

Nunca permita discussões doutrinárias e nem que alguém exponha a falha do outro. Não deixe que uma pessoa monopolize o encontro. Deixe o Espírito Santo dirigir a reunião e esteja sensível a ele e ao seu agir.

O papel do líder do pequeno grupo é criar um ambiente onde as pessoas possam ser honestas. Ao compartilhar a palavra jamais fique fazendo longas explicações. Ouça o que as pessoas tem a dizer e as guie para o caminho correto.

Procure mostrar-se sempre alegre ao compartilhar a mensagem. Deixe que seu grupo perceba a sua motivação. E dessa forma você os incentivará a fazer o mesmo.

Nunca deixe de compartilhar a palavra de Deus. Até mesmo em eventos que o seu pequeno grupo possa promover. É importante que todo encontro do grupo tenha um momento para aprender mais sobre Deus.

Oração final

É o momento ideal para recolher os pedidos de oração da semana, e incentivar a oração uns pelos outros, apresentar as necessidades de cada um, ansiedades e dificuldades, além de agradecer a Deus pelo momento da reunião e clamar por ajuda para colocar tudo o que aprendemos em prática.  Logo após a oração dê os avisos.

Avisos

Eles são fundamentais para deixar as pessoas informadas sobre os eventos da igreja, esse momento é onde o líder incentiva claramente que os frequentadores do grupo participem e fiquem atentos a tudo o que a igreja tem promovido.

É importante dar os avisos ao grupo após a oração final. Ou seja, quando a reunião estiver prestes a terminar. Porque assim os participantes manterão fresca essa informação.

Além disso envie nos grupos das redes sociais, ou entregue em papel caso sua igreja ofereça um informativo.

O líder deve estar atento e atualizado em relação a tudo o que acontece na igreja. Nos avisos pode-se falar sobre as classes de estudo bíblico, incentivando que os participantes aprofundem seus conhecimentos na palavra de Deus.

Avise também sobre retiros ou congressos, essas também são formas de incentivar o relacionamento íntimo com Deus. Avise sobre viagens, evangelismos, e eventos especiais em que a igreja esteja participando. Envolva o seu grupo, sempre que possível no voluntariado desses eventos.

Os avisos devem ser breves. Mas devem fornecer as principais informações para o seu grupo estar atualizado. Eles precisam ao final saber o que está acontecendo na igreja e quando serão os próximos eventos.

Encontre atividades em que seu pequeno grupo possa se envolver na igreja, enfatize os dias e horários de culto da sua igreja, dando destaque ao culto principal e celebrações. Incentive constantemente a participação de todos os participantes do seu grupo.

Lembrando que o destaque deve ser para eventos próximos, ou que precisem de organização com antecedência.

Pois se o evento for muito longe, ficará cansativo ficar recordando por muito tempo. Mas por exemplo um retiro ou viagem  necessita de inscrição prévia, então é essencial que você comece a avisar com antecedência.

Os avisos auxiliam no envolvimento ativo do pequeno grupo na igreja. Permitindo que eles sirvam, participem e orem pelo que a igreja tem trabalhado. E pela visão de Deus tem dado a ela. Nunca esqueça de dar os avisos na reunião do seu pequeno grupo.

Lanche

Muito além de um momento para comer juntos é um excelente meio para a descontração e abre oportunidades para que as pessoas possam conversar, e se conhecer um pouco mais.

A ideia do lanche é ser algo descontraído sim, é um momento onde todos conversam, têm comunhão, compartilham afinidades e crescem mutuamente, estimulando uns aos outros às boas obras.

Para organizar o lanche deve-se levar em consideração o tamanho do grupo, a condição financeira e a disponibilidade dos membros. A forma mais recomendada é criar uma escala com pessoas que querem colaborar, e estes se alternam para levar o lanche. Você pode ler mais sobre esse assunto no artigo: Lanche no pequeno grupo: O que você precisa saber para organizar uma escala.

Independente do perfil do pequeno grupo, seja ele é composto só por crianças, ou apenas por idosos, todos gostam do momento do lanche. Alguns líderes tem dificuldade de reconhecer o valor do momento do lanche, por isso acabam deixando isso de lado, ou até mesmo não dando os cuidados necessários.

No momento do lanche, todos do grupo irão interagir e conversar um com o outro. Os participantes da reunião podem compartilhar como foi a semana. Além de falar sobre bênçãos e pedidos de oração.

Por isso, este momento é essencial para criar relacionamentos mais sólidos entre os frequentadores do grupo. O líder deve estar atento para que haja um tempo suficiente destinado ao lanche. E deve aproveitar para conversar com os participantes do grupo também.

Além disso o momento do lanche ajuda na integração dos visitantes. Muitos chegam no grupo e não conhecem ninguém que faça parte dele. Por isso, no momento do lanche, os próprios frequentadores e líderes devem se apresentar e procurar integrá-los ao grupo.

Através da conversa, eles podem se identificar com os frequentadores e criarem vínculos. Assim, existe maior chance deles se fixarem no pequeno grupo.

Aproveite este momento para pegar os dados dos visitantes para cadastrar eles no seu grupo. E entrar em contato com eles durante a semana. Estabelecendo um relacionamento com eles.

Existem muitos tipos de dons. Algumas pessoas tem o dom da música e outras são comunicativas e conseguem evangelizar muitas pessoas. Mas há também aqueles que gostam de servir através da culinária. E por que não fazer isso no pequeno grupo?

Quem gosta de cozinhar, pode ajudar no momento do lanche preparando e organizando o que será levado em cada reunião. Sendo assim, esse também é um momento de exercer o serviço.

Este momento também é importante pois nele alguém do seu grupo que teve uma semana difícil pode pedir para conversar com o líder em particular. E pedir para que ore por ele.

Se alguém chegou com um semblante triste. Você pode aproveitar e ir conversar com ele para saber se está tudo bem. Isso demonstra que você se importa com os participantes do seu grupo e eles se sentirão cuidados.

Quem pode ser líder de um pequeno grupo

Quem pode ser líder de um pequeno grupo

Ser líder de um pequeno grupo não é ter um cargo importante, não é uma obrigação a ser seguida, ou apenas mais um dos compromissos que temos.

Ser líder de um pequeno grupo é em primeiro lugar servir e entender o chamado de Deus para nossas vidas.

Além de entender a importância que há no papel de líder, precisamos definir algumas características necessárias a essa função. São elas:

  • Ter uma vida espiritual exemplar: buscar ser fiel a Deus e viver em santidade; ser submisso aos seus líderes e buscar uma consistência na sua vida de oração e meditação na Palavra.
  • Ter um relacionamento familiar agradável a Deus: buscar ser um exemplo de cristão dentro da sua casa sendo sua família cristã ou não, é um dever do líder de pequeno grupo para que dê bom testemunho e sua família possa conhecer a Jesus através da sua vida. Se você for casado, siga os princípios que o Pai te deixou como autoridade no seu lar ensinando seus filhos no caminho que devem andar.
  • Ser um com a igreja:  o líder deve participar dos cultos da igreja cuidando da pontualidade, levando visitantes e participando ativamente dos eventos que ela realizar. Como servo, se dispor a auxiliar seu pastor e seu líder nos cuidados com a igreja e eventos em que ela precise de voluntários na organização. Os liderados devem entender que o líder é fiel no seu compromisso com sua igreja e respeita a sua liderança.
  • Possuir boa conduta: um bom líder deve dar bons frutos, assim como os frutos do Espírito Santo (Gálatas 5:22). As suas ações devem ser íntegras e responsáveis com a sociedade, ou seja, o seu comportamento precisa ser o mesmo dentro e fora da igreja.
  • Ser um bom administrador: organizar bem as reuniões e eventos; comunicar-se sempre com seu grupo para que todos estejam cientes de possíveis mudanças; caso sua igreja tenha o dízimo como fundamento da igreja o líder, deve ser dizimista fiel. Procurar ter uma vida equilibrada entre profissão, família, igreja e vida pessoal.
  • Participar da escola bíblica: caso sua igreja possua escola bíblica ou escola dominical, o líder deve participar das aulas e incentivar os frequentadores do seu pequeno grupo a participarem também.

Essas são as características que consideramos principais em um líder de pequeno grupo, claro que algumas delas podem variar de acordo com as normas e o trabalho da igreja. Mas é importante defini-las com clareza.

Quais as principais responsabilidades do líder de pequeno grupo

Quais as principais responsabilidades do líder de pequeno grupo

Um líder de pequeno grupo tem que cumprir diversas atividades para que desempenhe bem sua função e consiga manter a visão de pequenos grupos. São elas:

  • Orar diariamente pelos membros do seu grupo;
  • Garantir que cada membro esteja sendo acompanhado por alguém;
  • Pastorear os membros do grupo para que tenham uma vida cristã;
  • Registrar a frequência dos membros e visitantes do seu grupo após cada reunião – vamos ver mais informações sobre isso mais a frente nesse e-book;
  • Procurar compartilhar a mensagem da semana para o grupo da melhor forma possível;
  • Tornar os membros do grupo participativos nas reuniões e na igreja;
  • Mostrar aos membros do grupo a importância de levarem mais pessoas a Cristo;
  • Garantir um clima de companheirismo, alegria e comunhão entre os membros;
  • Levantar líderes que auxiliam na organização das reuniões e os orientar para que sejam exemplares;
  • Organizar a multiplicação do grupo de forma saudável.

Como a igreja pode ajudar os líderes na organização das reuniões de pequenos grupos

Como a igreja pode ajudar os líderes na organização das reuniões de pequenos grupos

Para ajudar os líderes a organizarem suas reuniões indicamos que a igreja produza um roteiro.

O roteiro é o material de apoio ao líder do pequeno grupo. É um guia, um texto em tópicos e com direções, através dele você consegue mostrar a todos um objetivo que devemos atingir e alguns passos para ajudá-lo no caminho.

O roteiro do pequeno grupo, precisa conter informações sobre as etapas da reunião.

Além de alinhar a visão de todos, o roteiro permite que os pequenos grupos não percam o foco ou promovam discussões não bíblicas, é essencial que você tenha um cuidado especial na elaboração do material que será usado para guiar as reuniões.

Nele é importante conter informações sobre a dinâmica, os louvores, a palavra e a agenda de eventos da igreja que auxiliem o líder na comunicação entre a igreja e os membros.

O pastor não deve permitir que cada líder escolha o material que será usado. Essa escolha pode fazer com que a sua igreja não caminhe em unidade já que cada grupo estará estudando um texto diferente por semana e muitas vezes diferente do texto base da palavra ministrada pelo pastor.

No tópico do quebra-gelo, ou seja, dinâmica, recomendamos que você indique uma dinâmica para que os líderes apliquem.

Pode ser uma dinâmica que introduza o tema, que permita “quebrar o gelo” da reunião, que mude o ambiente, melhore a reciprocidade, ou até mesmo apenas estimule a participação.

Você encontra muitas delas na internet, e em alguns casos essa dinâmica pode ser apenas uma pergunta que gere mais interação entre os participantes do grupo.

Não fique preocupado se a dinâmica for muito simples, o importante é que ela consiga causar alguma diferença no encontro. Seja produzir aproximação ou reflexão.

No tópico louvores, você pode sugerir hinos que combinem com o tema, os mesmos que foram tocados no culto, ou os que serão tocados na próxima semana por exemplo.

Acreditamos que 3 louvores é uma ótima escolha, mas lembre-se que depende da quantidade de tempo que você reservou para os louvores.

No tópico da palavra, precisa conter um esboço da mensagem, que orienta o líder através da palavra de Deus, com reflexões e perguntas que ele pode utilizar durante a reunião para que todos os participantes interajam de forma ativa no grupo.

Utilize o próprio sermão do culto principal como base para preparar a palavra que os líderes vão utilizar nos estudos dos pequenos grupos.

Para ajudar todos a participarem inclua perguntas no roteiro. Essas perguntas precisam ser dirigidas para o grupo e precisam se concentrar na aplicação à vida e na resposta a Deus.

Prefira não elaborar perguntas que obriguem conhecimentos prévios da Bíblia.

Vamos te mostrar agora algumas perguntas que você pode utilizar e apenas fazer variações nela conforme o tema da semana:

  • O que chamou sua atenção nessa passagem?
  • Qual parece ser o ponto principal dessa passagem?
  • Você pode ilustrar essa verdade com alguma experiência da sua própria vida?
  • O que Deus está dizendo a você neste momento?
  • Que atitudes na sua vida podem ser mudadas com base nessa lição?
  • O que você pode fazer para que essa palavra se torne uma prática em sua vida durante essa semana?

No tópico da agenda da igreja, você deve colocar informações importantes de eventos que ocorrerão na igreja durante a próxima semana, ou mês.

Assim todos os membros dos grupos terão informações sobre o que acontece na igreja.

Como treinar os líderes de pequenos grupos

Como treinar os líderes de pequenos grupos

Treinar líderes é parte essencial no desenvolvimento dos pequenos grupos.

Essa sempre será uma necessidade, para que os grupos consigam se multiplicar e atingir mais pessoas, é necessário que haja pessoas capacitadas para liderar.

É importante que a igreja invista em treinar seus líderes, antes que as reuniões dos pequeno grupos tenham início. Oferecer treinamento para os seus futuros líderes vai te ajudar a prevenir problemas futuros.

A posição de líder, não é uma posição de destaque e sim uma posição de serviço, humildade e amor ao próximo. Através da liderança nós influenciamos outros e multiplicamos a visão que Deus tem nos dado.

Deixe isso claro a todos, demonstre a eles o quanto essa estratégia é importante.

Por isso é importante que um líder ande lado a lado os futuros líderes. Eles precisam de cuidado e de ensino. Mostrando na prática o que é a liderança, sendo um líder para eles.

É indispensável que a igreja desenvolva um plano de formação para esses líderes. Pode-se oferecer um treinamento sobre liderança, ou sobre pequenos grupos, um programa de mentoria. Escolha uma forma de treinamento que se adeque ao modelo de trabalho da sua igreja.

Não é necessário que seja um longo curso, ou treinamento. Organize os conceitos básicos sobre os grupos em sua igreja.

É muito importante que se treine essas pessoas, acompanhe e avalie o desenvolvimento delas, para que vocês consigam identificar o momento em que elas estarão prontas para liderar um pequeno grupo.

Lembre-se que as pessoas não precisam ser perfeitas para liderar, não cobre isso de ninguém. Elas também não devem ser experts e não ter dúvida alguma.

Elas precisam apenas ter clara a visão, entender que liderança é serviço e que é necessário que ela continue aprendendo e se dedicando a se tornar um líder melhor.

O processo de desenvolvimento ideal da liderança pode ser estruturado da seguinte forma:

  • Orar, observar e identificar pessoas que apresentem potencial para a liderança;
  • Convidar, esclarecer e comprometer-se com a formação deles;
  • Desenvolver um plano de formação para esses líderes;
  • Acompanhar e avaliar o desenvolvimento desses líderes;
  • Confiar a eles a liderança de um pequeno grupo.

Como a igreja pode acompanhar o desenvolvimento de cada grupo

Como a igreja pode acompanhar o desenvolvimento de cada grupo

O responsável por organizar as reuniões e dirigir as atividades do pequeno grupos é o líder, no entanto é importante que a igreja acompanhe esse grupo.

Com o aumento da quantidade de grupos, existe a necessidade de se ter relatórios de cada reunião de cada pequeno grupo.

O pequeno grupo tem muitas atividades, e envolve diversas pessoas. Por isso o ideal é que esses grupos sejam organizados e sigam um modelo claro de trabalho. Sendo constantemente acompanhados por um pastor ou líder. Essa pessoa deve estar atento ao que tem acontecido nos grupos e principalmente em como ajudar os grupos.

Uma forma simples de fazer esse acompanhamento é através dos relatórios. Os relatórios ajudam você a acompanhar cada grupo individualmente, além de conseguir montar um panorama geral de todos os grupos que fazem parte da igreja.

Estes relatórios fornecem os principais dados para o pastor poder exercer um excelente acompanhamento da liderança e dos grupos.

Além de tomar decisões com base em dados reais para ajudar os líderes e fazer o planejamento dos pequenos grupos da sua igreja.

Cada relatório deve conter a identificação de qual grupo e líder pertence aquele relatório.

As informações básicas do perfil do grupo no relatório como:

  • Data da reunião.
  • Nome do pequeno grupo;
  • Endereço do grupo;
  • Nome do líder;
  • Número de telefone e e-mail do líder;
  • Nome dos líderes auxiliares e;
  • Número de telefone e e-mail dos líderes auxiliares.

Caso você tenha um cadastro atualizado na sua igreja com os dados de contato dos líderes e líderes auxiliares de cada pequeno grupo, assim como o endereço do grupo, você não precisa solicitar essas informações toda semana.

Os relatórios também devem conter o tema da mensagem da semana. Se sua igreja disponibiliza um roteiro para o líder já com a mensagem pronta que ele deve compartilhar nas reuniões, então você pode solicitar que ele apenas marque com um “X” numa caixa que indique que ele utilizou o roteiro da igreja ou escreva por extenso o nome do tema da mensagem da semana.

Lembre de deixar um espaço para ele escrever uma observação. Pois, caso ele não tenha utilizado o roteiro da igreja, ele vai poder escrever qual foi o tema da mensagem que ele compartilhou e o porquê de ter compartilhado uma mensagem diferente.

Também é interessante ter um espaço para ele escrever o nome de quem compartilhou a mensagem caso não seja sempre a mesma pessoa.

A frequência dos participantes é essencial para que o pastor possa saber como está o andamento de cada pequeno grupo.

No relatório, deve ter um espaço para ele escrever o nome das pessoas que estavam presentes na reunião do seu pequeno grupo.

E caso tenha recebido visitantes, ele precisa ter um espaço para escrever o nome completo, número de telefone e e-mail de cada visitante. Assim, os visitantes ficam cadastrados no pequeno grupo e o líder consegue manter contato com eles convidando-os para as próximas reuniões.

Através dos relatórios a igreja pode responder inúmeras perguntas a respeito dos pequenos grupos. Alguns exemplos:

  • As reuniões estão acontecendo semanalmente ou existem muitos recessos?
  • O líder está presente em todas as reuniões?
  • O líder está utilizando o roteiro nas reuniões? Se não, por que?
  • O líder está formando líderes auxiliares no seu grupo?
  • Quantas pessoas tem frequentado as reuniões do grupo em média?
  • O grupo está crescendo, estagnado ou diminuindo o número de frequentadores?
  • Os visitantes estão se tornando frequentadores do pequeno grupo?
  • O pequeno grupo está tendo visitantes com frequência nas reuniões?
  • Os frequentadores do pequeno grupo são membros da sua igreja? Se não, estão no processo para tornar-se?

Com base nas resposta a cada uma das perguntas acima, você poderá identificar quais áreas o pequeno grupo está se desenvolvendo bem e em quais ele precisa melhorar.

E depois dessa análise a igreja pode se reunir com os líderes, para ajudá-los mostrando possíveis soluções para cada problema ou dificuldade. Além de corrigir aquilo que está errado.

Quando você tem todas essas informações em mãos e as utiliza para melhorar cada vez mais o cuidado dos seus liderados e seus pequenos grupos.

A sua igreja vai se desenvolver de forma saudável, com líderes bem preparados e que formarão líderes bons para os futuros pequenos grupos.

Através deles você consegue entender a realidade de sua igreja, e modificá-la quando necessário.

Tudo isso visando o melhor acompanhamento dos membros da sua igreja, alcance de novas pessoas para Cristo através da palavra. Oportunidade de serviço e crescimento na caminhada cristã.

Os relatórios são importantes para que as informações dos grupos cheguem até você. E eles mantém a comunicação entre o grupo e a igreja. Os líderes devem informar quem tem participado dos grupos, ajudando vocês a identificarem quem ainda não participa.

Dessa forma vocês podem convidar membros da igreja que ainda não participam de um grupo a conhecerem melhor esse trabalho da igreja.

Eles também influenciam na tomada de decisões, pois é mais válido tomar decisões com base em dados. Além disso eles auxiliam no acompanhamento e treinamento dos líderes, através deles você consegue identificar alguns problemas a serem trabalhados no grupo, e então conversar com os líderes a respeito deles.

Também consegue entender melhor o ciclo de vida dos grupos e ajudar o líder a seguir para as próximas etapas.

Relatórios eficientes informam o que está acontecendo nas reuniões dos pequenos grupos, se os grupos tem se desenvolvido de forma saudável e se os líderes tem tido dificuldade na liderança dos seus grupos.

Algumas formas de obter e organizar esses relatórios, são coletar os através de papel e organizá-los em uma planilha de dados. Vocês também podem solicitar que os líderes preencham esses relatórios online através de um formulário no Google Forms.

E depois identificar os pontos principais e apresentar aos líderes, listando as metas, principais avanços e melhorias. Temos um modelo editável que você pode acessar clicando aqui.

Como também, através de um sistema online de Gestão de Pequenos Grupos, basta acessar a plataforma no seu computador, tablet ou celular com acesso à internet.

Tudo isso disponível e atualizado em tempo real. Para conhecer a Plataforma Igreja Eficiente para gestão da igreja e pequenos grupos acesse nossa página aqui. E faça uma demonstração gratuitamente!

Dessa forma, para você fazer o acompanhamento dos pequenos grupos em sua igreja fica muito mais fácil. E até fazer o planejamento anual da sua igreja com base naquilo que você observar que precisa ser melhorado.

Por isso, se você quer ter essa facilidade em mãos e fazer um bom acompanhamento da sua igreja. Entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail: suporte@igrejaeficiente.com.br ou pela nossa página no Facebook.

Como funciona a supervisão dos pequenos grupos

Como funciona a supervisão dos pequenos grupos

Os supervisores são o braço direito do pastor. Quando há mais do que 5 pequenos grupos na igreja, o pastor precisa de um apoio e auxílio no cuidado dos seus líderes, e eles são esse apoio.

O trabalho do supervisor é totalmente orientado para os líderes, que podem variar de 2 a 5 líderes por supervisor. Ou seja, cada supervisor irá cuidar, acompanhar e orientar de 2 a 5 líderes de pequeno grupo.

Essa função é extremamente importante, porque é ela quem garante saúde na liderança dos pequenos grupos. Tudo isso por meio do poder e da unidade que Deus promove.

A principal atribuição do supervisor é servir a Deus e ao próximo com seus dons e talentos. E esse serviço é feito através da dedicação e cuidado com os líderes.

O supervisor pode ser escolhido entre os líderes dos pequenos grupo da igreja, seguindo as características necessárias a um líder. Como supervisor ele tem responsabilidade por entender as necessidades dos grupos que ele é responsável, acompanhá-los, orientá-los.

Deve participar da vida do líder, e ajudá-lo sempre que possível. É importante que esse supervisor para ser escolhido, antes ele já tenha multiplicado seu pequeno grupo pelo menos uma vez e esteja há um tempo considerável caminhando como líder de pequeno grupo.

Como qualquer cristão, o líder de pequeno grupo passa por diversos problemas; seja nas áreas espiritual, pessoal, profissional ou financeiro. Os problemas são realidade na vida de todos.

E por isso ele precisa de acompanhamento, antes de ser líder de um grupo ele é membro da igreja e precisa receber atenção e cuidado como os demais.

O supervisor é um líder para os líderes de pequeno grupo, é muito importante que ele cumpra essa função, pois assim os grupos podem crescer saudáveis e cuidados.

A chave para uma supervisão excelente é o relacionamento. Um líder de pequeno grupo bem cuidado vai saber exatamente como cuidar dos outros.

Quais as principais responsabilidades do supervisor de pequenos grupos

Quais as principais responsabilidades do supervisor de pequenos grupos

O supervisor é um líder para os líderes de pequeno grupo. É muito importante que ele cumpra essa função, pois assim os grupos podem crescer saudáveis e com acompanhamento.

Alguns aspectos precisam ser seguidos para ser um supervisor excelente. São eles:

Orar diariamente pelo líder

Uma das principais funções do supervisor é orar pelo líder, orar junto com ele e em favor dele. Mas também orar pelo grupo que ele lidera. E pelas pessoas que diretamente são acompanhadas por ele.

O líder precisa estar coberto de oração e cuidados. Para que não seja vencido pelo cansaço e desmotivação. E sinta-se fortalecido espiritualmente para enfrentar suas batalhas.

Encontrar-se com o líder regularmente para conversar

É importante que o supervisor se encontre com o líder. Ele deve atualizar-se e fortalecer os laços, além de demonstrar o amor de Deus sobre a vida do líder.

Nesses encontros não deve-se falar apenas do pequeno grupo. São encontros de cuidado integral da vida do líder. O supervisor deve mostrar-se disponível.

Ouvir

O supervisor precisa ouvir e buscar entender o líder. Deve estar atento a vida pessoal dele em todos os seus aspectos. Não para bisbilhotar ou decidir por ele, mas sim para ajudá-lo quando necessário.

O supervisor deve desenvolver uma relação de respeito e compromisso. Comemorar as conquistas. Entender e respeitar as necessidades, fraquezas e medos.

Orientar

O supervisor precisa praticar o aconselhamento bíblico. Mostrando a palavra e pastoreando cada líder. Ele deve guiar o líder a viver uma vida ainda mais próxima de Deus.

Deve também orientar as melhores decisões, mas não tomar a frente da vida do líder. É importante tomar esse cuidado. O supervisor não manda no líder e nem nas suas escolhas. Apenas mostra o melhor caminho e aconselha conforme a palavra de Deus.

Compartilhar

É necessário que o supervisor compartilhe. Fale com o líder a respeito de novos alvos e metas. Dê dicas sobre liderança. Compartilhe suas expectativas, e principalmente a visão de pequenos grupos.

Atualizar o pastor sobre os grupos que supervisiona

O supervisor é o elo que liga o pastor com os grupos que lidera. Ele precisa manter a igreja informada sobre o que tem acontecido com seus líderes e com os grupos. Sempre que houver algum problema ou novidade, imediatamente informar o pastor.

Ajudar o líder a fazer metas e planos para o grupo

Sempre que falar com o líder, deve reforçar os objetivos dos pequenos grupos. Ajudá-lo a seguir esse caminho. E a planejar metas e alvos para cada fase do ciclo de vida. Como também ajudar a promover eventos quando solicitado.

Incentivar o líder a preencher e entregar relatórios

É muito importante que o supervisor lembre o líder de preencher e entregar o relatório. Esses dados são fundamentais para o planejamento da igreja. O líder precisa informar como estão as reuniões e quem tem frequentado seu grupo. E é função do supervisor garantir que ele faça isso regularmente.

Acompanhar e monitorar cada grupo

O supervisor precisa entender sobre o ciclo de vida dos grupos. Dessa forma ele consegue perceber e ajudar o líder a conhecer os próximos passos no desenvolvimento do grupo. Verificar se o grupo está com dificuldades e ajudar o líder a entendê-las e superá-las.

Participar das reuniões de liderança que a igreja promove

O supervisor precisa estar presente nas reuniões que a igreja promove para a liderança. E também incentivar que os líderes participem.

Ele deve ajudar a organizar as reuniões quando solicitado, e apoiar a igreja e serví-la sempre que possível.

O supervisor tem seu trabalho totalmente voltado ao líder. Note que suas principais funções são acompanhar, estar presente e ajudar o líder. A chave para uma supervisão excelente é o relacionamento.

Como elaborar um planejamento anual do pequenos grupos da igreja

Como elaborar um planejamento anual do pequenos grupos da igreja

Elaborar um planejamento anual dos pequenos grupos é muito importante. Assim, ficará claro para você quais são passos que você deve seguir para conseguir alcançar cada fase do ciclo de vida do pequeno grupo.

Além de alcançar os objetivos do seu grupo, e prevenir que você tome decisões apenas para “apagar incêndio”. Devemos ser organizados, e fazer tudo com amor.

O primeiro passo para organizar um planejamento anual é que você tenha clareza sobre quais são os objetivos do pequeno grupo, eles são: comunhão, edificação, evangelismo, serviço e consolidação.

Identifique quais são prioridade para sua igreja.

A primeira pessoa que você deve comunicar a intenção de elaborar o planejamento para os pequenos grupos é Deus. Você também deve conhecer a realidade dos grupos da sua igreja, antes de iniciar um planejamento. Portanto procure identificar quantos grupos há em sua igreja, quantos líderes estão em treinamento, quantas pessoas estão dispostas a receber um pequeno grupo em sua casa.

O que uma igreja em pequenos grupos sempre deve buscar, é uma estratégia que leve os líderes ao comprometimento e à maior dependência de Deus.

Atividades que promovam que esses grupos sejam sadios com ideias criativas e inovadoras, com programas e ação alinhados com a missão, visão e os valores da igreja.

Não planeje atividades apenas para manter as pessoas ocupadas e com pouco conteúdo bíblico ou sem objetivo planejado.

Muito menos eventos para simples entretenimento e diversão, mesmo que isso aumente a frequência nos pequenos grupos.

Alguns eventos que a igreja deve programar para os pequenos grupos, são: Treinamentos para os líderes, encontros motivacionais, celebrações de multiplicação dos grupos, dia para alinhamento da visão, reuniões de acompanhamento.

Como convidar pessoas para participar do pequeno grupo

Como convidar pessoas para participar do pequeno grupo

Visitantes trazem nova vida ao grupo, eles são indispensáveis para o crescimento. Também geram motivação em todos os envolvidos. A primeira dica é: faça um convite. Isso mesmo, para convidar pessoas para o seu grupo, você deve fazer um convite.

Não um convite impresso como o de um casamento, mas sim aqueles informais. Você não ouvirá sempre “sim” como resposta, aliás muitas pessoas te dirão “não”, mas persista em convidar.

Comece convidando seus amigos, parentes, colegas de trabalho e vizinhos. Faça o convite pelo menos uma vez ao mês a cada um.

Não deixe a pessoa irritada, mas nunca desista de alguém, insista até que a pessoa vá. Ensine os frequentadores do seu grupo a fazer o mesmo e orem juntos pelas pessoas que rejeitam o convite.

Outra forma de convidar pessoas para o seu grupo, é dentro da igreja. Convide as pessoas da sua igreja, mas apenas aquelas que ainda não participam de um grupo. Você tem vivido as benção do pequeno grupo, compartilhe com seus irmãos na fé.

Sempre que você notar uma pessoa sozinha em sua igreja converse com ela. Pergunte se ela participa de um pequeno grupo e caso não, convide-a para o seu. Insista com essa pessoa também, pegue o contato dela.

Invista em compartilhar a visão com essas pessoas, mesmo as que já reconheceram a Jesus como Salvador.

Convidem também as pessoas que visitam sua igreja. Aproveite para integrar essa pessoa no pequeno grupo.

Ao notarem pessoas aceitando a Jesus durante um culto, ou apenas visitando a igreja, não deixe de falar com elas. Fale das maravilhas do pequeno grupo e convide para uma reunião.

Convide pessoas na rua, nas praças e em todos os lugares. Fale do seu grupo com entusiasmo e sempre que possível. A salvação é gratuita e é nosso dever como cristãos falar dela a todos.

Os pequenos grupos são um ambiente perfeito para que pessoas se acheguem a Deus. Pois ele tem objetivos como comunhão, edificação, evangelismo, consolidação e serviço.

Não se preocupe com as palavras que vai usar. E nem fique paralisado pelo medo ou vergonha. Ore a Deus para que o direcione e o use. Esteja disponível. E confie que ele vai agir.

Seja transparente e amigável, convide as pessoas de forma simples. Elas podem recusar  no início. Mas certamente ficarão intrigadas a entender porque existem pessoas tão apaixonadas por viver em pequenos grupos.

Como é o processo de implantação dos pequenos grupos na igreja

Como é o processo de implantação dos pequenos grupos na igreja

Membros bem cuidados, uma igreja que evangeliza e que a sua membresia cresce em quantidade e em qualidade, se desenvolvendo na Palavra de Deus, é um desejo comum dos pastores.

E os pequenos grupos auxiliam a igreja a alcançar todos esses objetivos, além de ajudá-los a economizar tempo que hoje é utilizado para o cumprimento de atividades como acompanhamento e aconselhamento.

Essa estratégia de organização e de cuidado tem sua origem na igreja primitiva, quando os apóstolos se encontravam nas casas para realizar momentos de comunhão (Atos 2:44-46), encontros esses que com certeza eram regados de compartilhamento e ensino da palavra.

Atualmente, muitas igrejas têm redescoberto as bênçãos que Deus preparou para aqueles que escolhem se organizar com pequenos grupos.

No entanto, muitos pastores ainda possuem medo de começar a implantar tal estratégia nas suas igrejas.

Ler bons livros, trocar experiências e visitar outras comunidades é de grande importância para que um pastor realize a implantação do jeito certo, possuindo já uma bagagem de conhecimentos que o auxiliará a implantar os pequenos grupos de forma eficiente.

Consideramos que como básico para que a nova visão seja implantada de forma positiva na igreja é uma coisa só: compromisso com a visão de pequenos grupos. Ou seja, para você implantar os pequenos grupos na sua igreja, você primeiro precisa estar comprometido com a visão.

Aprenda mais sobre os conceitos, conheça as histórias de igrejas que tem vivido pequenos grupos, desenvolva habilidades de pastoreio e tenha coragem para realizar aquilo que Deus tem direcionado.

Implantar pequenos grupos sem conhecimento e estratégia é perigoso. Você corre o risco de viver apenas para apagar incêndios. Poderá errar por tomar decisões imediatas e sob pressão.

Além de não conseguir envolver a sua igreja no processo. As pessoas não gostam dessa insegurança, ao deixar claro que você sabe para onde está indo, as pessoas se sentirão motivadas a te acompanhar.

E fazer isso é simples: defina objetivos claros e planeje metas para alcançar os objetivos. É através delas que você poderá verificar se a implantação dos pequenos grupos tem cumprido os objetivos que foram propostos.

Você pode planejar várias metas para alcançar um único objetivo. Anote quais são os objetivos da sua igreja ao implantar os pequenos grupos.

Partindo deles, planeje as metas que te ajudarão a concluir cada um dos objetivos. Compartilhe com a igreja quais são esses objetos e metas. Essas atitudes fortalecerão o processo de implantação.

Mas lembre-se que conhecimento e ter uma estratégia é muito importante, mas sem oração você corre grandes riscos. Nós devemos entregar constantemente nossos planos e projetos ao Senhor, e sem dúvida esse passo é fundamental na implantação dos pequenos grupos.

Vitrine do Igreja Eficiente sobre Pequenos Grupos

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