A pergunta título do nosso artigo, é a dúvida de muitos pastores. Será que todos os membros devem obrigatoriamente fazer parte de um pequeno grupo?

A resposta para essa pergunta é muito simples: não!

Não se deve obrigar os membros da sua igreja a fazerem parte dos pequenos grupos. Pensando em definitivamente responder essa questão, escrevemos alguns motivos para explicar melhor o porquê isso não deve ser uma realidade vivida em sua igreja.

Vamos lá?

O membro deve ter uma vida em equilíbrio

Nossa vida é composta por várias áreas como: espiritual, familiar, profissional, social, física, emocional, financeira e mental. Para que tenhamos uma boa saúde, devemos ter uma vida equilíbrio em todas essas áreas. Isso significa que temos de dedicar um tempo do nosso dia ou semana para cuidar de cada uma dessas áreas, buscando um equilíbrio. Não negligenciando uma em detrimento de outra.

E no caso dos cristãos não é diferente, não se pode dedicar horas e horas desenvolvendo trabalhos na igreja, e descuidar da família. Nem investir muito tempo na vida profissional e esquecer de cuidar da saúde física. Ou seja, o cristão também tem de buscar ter esse equilíbrio.

E por isso, exigir que todos os membros façam parte de um pequeno grupo, pode prejudicar a vida de alguns devido as suas rotinas já estarem muito intensas em algumas áreas. Por exemplo:

Um jovem já casado e com filhos, trabalha durante o dia e ainda faz faculdade durante a semana á noite. Ele tem apenas o fim de semana para auxiliar no cuidado da casa, dar atenção á sua família, organizar as finanças, encontrar os amigos, frequentar os cultos da igreja e até quem sabe fazer uma atividade física. A rotina deste jovem está numa fase de muitas atividades que consomem muito tempo e exigir que ele frequente um pequeno grupo, pode prejudicar o seu tempo com sua família ou outras áreas da sua vida.

Neste exemplo, é provável que o membro e sua família se sintam sobrecarregados com tantos compromissos e acabem se desgastando no relacionamento com a igreja e com Deus. O que tem levado muitos cristãos a deixarem as igrejas que tem pequenos grupo, por sentirem-se obrigados a participar.

O pastor e a liderança da igreja precisam ser compreensivos com a realidade de cada membro. Talvez você até tenha lembrado de um membro da sua igreja que tem uma história parecida com a do exemplo acima.

Os pequenos grupos são uma benção para a igreja e para aqueles que frequentam as reuniões. Mas, quando se torna um peso ou uma obrigação, ele perde sua essência e acaba gerando desânimo e frustração.

Por isso, não obrigue os membros a participarem. Respeite as decisões de cada um em querer participar ou não. Entenda a realidade que cada um vive. E o mais importante, para aqueles que não conseguem participar devido a sua rotina muito atarefada, coloque líderes que possam manter o contato com esses membros. Eles podem enviar uma mensagem ou fazer uma ligação de vez em quando para saber como estão.

O cuidado com os participantes da igreja é importante, mesmo fora dos pequenos grupos.

Consequências de quando a participação não é voluntária

Imagine-se liderando um grupo de pessoas em que algumas não gostariam de estar ali. E você propõe atividades extras para estarem fazendo, pede ajuda de voluntários para realizar um projeto da igreja ou tenta marcar um encontro para a confraternização do grupo, mas aquelas que não querem estar ali apenas reclamam, arranjam desculpas para não participar ou fazem atividades de má vontade.

Com certeza, em uma situação dessa as pessoas que não querem estar ali vão aproveitar pouco o fazer parte do pequeno grupo. E aquelas que realmente gostariam de estar ali, vão ser má influenciadas causando desmotivação e até intrigas entre o grupo. O seu trabalho e esforço não vai ter um resultado tão bom quanto o esperado.

As reuniões de pequeno grupo devem ser um espaço onde todos se sintam á vontade, haja um clima de amizade e família entre os participantes e onde o Espírito Santo tenha liberdade para agir. Por isso, forçar as pessoas a fazerem parte do pequeno grupo vai prejudicar os pequenos grupos da sua igreja.

Deixe que cada membro abra o seu coração para a palavra de Deus e o agir do Espírito Santo no momento certo. E esse momento não é determinado por nós. Ainda que não sejam todos os membros da sua igreja que participem dos pequenos grupos, haverá um crescimento em maturidade, comunhão e até número de convertidos se os pequenos grupos da sua igreja forem formados por pessoas comprometidas com a visão.

Incentivando os membros a participarem

Que não se deve obrigar os membros a participarem de um grupo você já sabe. Então o que você deve fazer? Incentivá-los!

Para isso, você pode fazer ministrações que envolvam os principais objetivos dos pequenos grupos que são: comunhão, serviço, consolidação, evangelismo e edificação. Se tiver alguma dúvida sobre esse assunto, leia o nosso artigo “os 5 objetivos de um pequeno grupo”.

Além disso, fale dos benefícios que os pequenos grupos vão trazer para a vida do membro e como Deus também quer usá-los como líderes cuidando de outras pessoas.

Caso haja pessoas na sua igreja que se converteram através dos pequenos grupos, você pode convidá-las a dar um testemunho no culto mostrando para os membros como esse projeto tem sido benção na vida de pessoas.

Ainda que possa haver uma resistência por parte dos membros, ore constantemente a respeito e procure fazer tudo com excelência. Treine muito bem os líderes com conceitos e através da vivência do pequeno grupo. Esteja disposto a ajudá-los quando tiverem dúvidas e dificuldades.

Através de pequenos grupos que dão bons frutos, os membros mais resistentes olharão como algo benéfico para a igreja e poderão se sentir motivados a fazer parte de um. Tenha pequenos grupos que se desenvolvam de forma saudável.


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